segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Estudo aponta insatisfação com carros chineses

Estudo aponta insatisfação com carros chineses
Levantamento local também considerou modelos brasileiros e trazidos de outros mercados

REDAÇÃO AB
O estudo Vehicle Ownership Satisfaction Study (Voss Brasil 2013), que indica o nível de satisfação dos compradores de veículos, revelou que os consumidores brasileiros estão menos satisfeitos com os veículos chineses que com modelos fabricados no próprio Brasil e também na Argentina, Coreia do Sul e México. A conclusão vem do trabalho realizado pela J.D Power.

A pontuação é atribuída pela unidade de medida Problemas por 100 Veículos, chamada PP100. Os carros chineses adquiridos no mercado local obtiveram PP100 de 389, ou seja, 3,89 problemas por veículo. Os carros montados no País tiveram PP100 de 356, os argentinos, 333, os sul-coreanos, 314 e os mexicanos, 310.

Segundo a J.D. Power, a percepção de qualidade mais baixa torna-se uma preocupação maior para as montadoras quando se considera o impacto negativo que isso tem na intenção de compra futura, que cai à medida que os problemas reportados crescem.

Dos consumidores pesquisados que tiveram três ou mais problemas, somente 21% comprariam outro carro da mesma marca. Essa intenção se eleva para 39% entre os compradores que não relataram nenhum defeito.

SATISFAÇÃO NO BRASIL E EM OUTROS MERCADOS

Segundo a J.D. Power, a média obtida no mercado brasileiro é 352 (3,52 defeitos por veículo). Essa marca é significantemente mais alta que a de mercados como Canadá (230), Alemanha (230) e Reino Unido (204). A consultoria recorda que, quando se compara o PP100 entre mercados globais, é importante considerar o máximo de fatores possíveis, incluindo os tipos de veículo utilizados em cada país, uma vez que alguns analistas da indústria podem argumentar que a qualidade é mais baixa no Brasil porque, em média, as pessoas possuem veículos menores e mais baratos.

Com o objetivo de testar essa hipótese, 29 modelos com o mesmo nome foram identificados entre os estudos Voss da Alemanha e do Brasil. Na média, os modelos do grupo brasileiro tiveram PP100 de 335, índice 49,5% mais alto que o do grupo alemão, igual a 224.

Estudo

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