domingo, 15 de dezembro de 2013

Carro importado da China dá dor de cabeça no Brasil - Notícia Portal EM

Carro importado da China dá dor de cabeça no Brasil
Cliente de modelo da Chery reclama de problemas surgidos no automóvel depois de passagem pela assistência técnica. Montadora alega que carro foi batido e garante a troca por outro novo

Publicação: 12/12/2011 07:26 Atualização:

A psicóloga Priscila Marra Rodrigues mostra bagageiro do Face quebrado depois que o carro foi para a manutenção e voltou com defeitos (Marcos Michelin/EM/D.A/Press)
A psicóloga Priscila Marra Rodrigues mostra bagageiro do Face quebrado depois que o carro foi para a manutenção e voltou com defeitos
O sonho de comprar um carro importado zero quilômetro, a preços mais competitivos do que os dos concorrentes nacionais, está se tornando um pesadelo para muitos consumidores brasileiros que adquiriram automóveis da montadora chinesa Chery. O problema, que acontece em Belo Horizonte e em outras capitais brasileiras, já ganhou a internet, os sites de reclamação de consumidores e as páginas de redes sociais como o Facebook, onde compradores publicam fotos dos automóveis que compraram plotadas com as reclamações expondo, principalmente, os problemas que vêm enfrentando para repor peças de seus automóveis novinhos em folha.

A Chery chegou ao Brasil em julho de 2009, mas foi no ano passado que as vendas começaram para valer. De janeiro à segunda quinzena do mês passado, foram 19.333 automóveis vendidos contra 5.500 em igual período do ano anterior. Um crescimento de 251%. Em julho de 2010, a psicóloga Priscila Marra Rodrigues comprou um Face completo, inclusive com banco de couro, por R$ 33 mil, à vista. O veículo compete com nacionais como Fiesta, Corsa e Sandero. “Fiz uma pesquisa de preços e o Face, da Chery, era o que ficava mais em conta. Para fazer o negócio também considerei que a concessionária Chery Beijing dava três anos de garantia, caso o veículo não fosse levado para outra oficina”, diz a consumidora. O problema começou quando, apenas com cinco dias de uso, ela bateu o carro novo. Daí em diante foram 100 dias até que a concessionária telefonasse avisando que o veículo estava pronto. A demora ocorreu porque não havia peças para a reposição. Segundo Maria Inês Dolci, coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), quando o veículo está na garantia, o prazo para sair da concessionária partindo da data de entrada é de 30 dias.

Mas mesmo depois da entrega a novela ainda não tinha terminado. “Entregaram o carro com o capô desalinhado, o farol não funcionava, nem o som, nem o alarme. Trocaram um fusível que estragou sem ter nada a ver com o acidente. Agora, sem o alarme, fico esperando e dando voltas no carro, até que ele resolva abrir. A quina do bagageiro também veio quebrada, o carro voltou sem antena de som, a gavetinha para documentos quebrou e não foi trocada”, dispara a consumidora. Segundo informações prestadas pela assessoria de imprensa da Chery ao Estado de Minas, o carro da cliente será trocado por um novo.

Solução A montadora se comprometeu com o jornal a enviar um e-mail informando o prazo para a troca, mas na mensagem enviada disse apenas que, “nesta semana, o gerente comercial da Chery Beijing, Fábio Costa, está em contato com o sr. Tarciso Rodrigues, pai de Priscila Rodrigues, para concluir e solucionar o caso”. Procurada outra vez pelo jornal, a assessoria de imprensa confirmou a troca do carro e se comprometeu a enviar o e-mail com as informações por escrito dadas por telefone, mas novamente não cumpriu o prometido. Segundo o supervisor de pós-vendas da Chery Beijing, Erick Merllo, o veículo será de fato trocado. “A colisão foi forte e algumas peças não estavam disponíveis no Brasil. A importação leva tempo, dependendo da situação. Por ser um veículo sinistrado, as peças não estão no estoque. Mas o veículo será trocado pela Chery. Só sei isso.”


Segundo a montadora chinesa, no entanto, o pós-venda é prioridade da Chery no Brasil. “Toda a programação de pedidos da Chery Brasil para a Chery China é feita para que as peças cheguem quinzenalmente ao país. Só em setembro, o Centro de Distribuição de Peças da Chery Brasil recebeu 21 contêineres de peças. No início de dezembro, a Chery alcançou um índice de 90% de atendimento imediato de peças no país. Isso coloca a Chery em um patamar de destaque entre as empresas importadoras. Além disso, a montadora quadriplicou nos últimos meses o volume de peças, o tamanho de seu depósito e sua disponibilidade de atendimento à rede de concessionárias.”

O que diz o Código de Defesa do Consumidor

Artigo 18
Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas.

Parágrafo 1º
Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha: a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso; a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; o abatimento proporcional do preço.

Parágrafo 2º
Poderão as partes convencionar a redução ou ampliação do prazo previsto no parágrafo anterior, não podendo ser inferior a sete nem superior a cento e oitenta dias. Nos contratos de adesão, a cláusula de prazo deverá ser convencionada em separado, por
meio de manifestação expressa
do consumidor.

Parágrafo 3º
O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do 1º parágrafo deste artigo sempre que, em razão da extensão do vício, a substituição das partes viciadas puder comprometer a qualidade ou características do produto, diminuir-lhe o valor ou se tratar de produto essencial.

Parágrafo 4º
Tendo o consumidor optado pela alternativa do inciso I do 1º parágrafo deste artigo, e não sendo possível a substituição do bem, poderá haver substituição por outro de espécie, marca ou modelo diversos, mediante complementação ou restituição de eventual diferença de preço, sem prejuízo do disposto nos incisos II e III do
parágrafo 1º deste artigo.

Parágrafo 5º
No caso de fornecimento de produtos in natura, será responsável perante o consumidor o fornecedor imediato, exceto quando identificado claramente seu produtor.

Parágrafo 6º
São impróprios ao uso e consumo: os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos; os produtos deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou, ainda, aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação, distribuição ou apresentação; os produtos que, por qualquer motivo, se revelem inadequados ao fim
a que se destinam.


Nota: A Notícia é de 2011. É uma pena eu não ter chegado a essa notícia na época que comprei a minha bombinha...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O comportamento da Chery Brasil no site RECLAMEAQUI

Esse post é dedicado aos que ainda persistem, sem conhecimento de causa, em defender a marca.

O site ReclameAqui presta um grande serviço ao consumidor brasileiro, disponibilizando um canal de reclamação e comunicação entre empresas e consumidores. É uma espécie de última instância para resolução amigável de conflitos, utilizado, principalmente, quando o SAC da empresa reclamada não resolve os problemas. A partir deste canal público, consumidores conseguem ter uma bela noção de como as empresas tratam seus consumidores, especialmente através de índices e reputações.

Pois bem, a Chery Brasil está cadastrada no site ReclameAqui desde 2010, ano em que desembarcou de vez no país. De lá para cá, acumula (até a presente data) 735 reclamações, das quais 730 foram "atendidas". Dada a quantidade ridícula de carros vendidos pela Chery no país, os números da Chery no site são abismais.



Eu mesmo tenho 2 reclamações no site contra a Chery Brasil, e tenho plena noção do que consistem esses "atendimentos". Analisando algumas outras reclamações, já consegui deduzir o "script" que o departamento "competente" da Chery Brasil utiliza para "atender" os casos:

1. Recebimento da reclamação do cliente pelo site reclame aqui.
2. Chery Brasil responde à demanda, sempre de duas formas:
  - Diz que o caso foi anotado e será levado ao departamento de atendimento ao cliente.
  - Transfere toda a responsabilidade acerca da demanda para a concessionária. Ou seja, literalmente, manda o cliente se virar com a concessionária local.
3. Após longa demora sem qualquer feedback da empresa ou resolução do caso, o consumidor avalia negativamente a empresa.
4. Chery agradece a avaliação com: "Todo feedback recepcionado é fundamental para o desenvolvimento da nossa empresa".

Isso é o que ocorre na grande maioria dos casos, senão vejamos algumas reclamações:



Isto serve apenas para esboçar o nível de "excelência" desprendido pela Chery Brasil no tratamento para com os consumidores. Quando não é possível resolver os problemas do veículo localmente na concessionária (grande maioria dos casos), os canais disponíveis simplesmente não são levados a sério pela empresa.

O SAC não funciona
É um desafio hercúleo ser atendo pelo SAC da Chery. Quando quase por milagre, atendem o telefone, não importa o quanto que o cliente esteja sofrendo e sendo massacrado por um carro de péssima qualidade e revendas incompetentes. Em geral os atendentes do SAC são sumários em dizer, literalmente, para resolver todo e qualquer problema com a concessionária. Quando não, são dadas respostas vazias e promessas de que um retorno acerca do caso será dado. Esse retorno NUNCA é dado.

Nem o ReclameAqui
É notório que a empresa não dá um tratamento adequado aos que recorrem a este canal. A reclamação no site serve apenas para piorar a má reputação da empresa. Não há qualquer esforço da Chery Brasil em dirimir os problemas. Este comportamento da Chery Brasil mostra uma falha do ReclameAqui, ao considerar qualquer tipo de resposta (por mais automática, vazia e estúpida que seja) como um atendimento. É um ponto no qual o site tem que melhorar.

Em maio de 2013, o portal "Carros" do IG já havia feito uma análise dos números do ReclameAqui, fazendo um ranking negativo das piores montadoras, segundo os casos do site. Não seria surpresa ver que a Chery Brasil é a campeã disparada deste ranking, mesmo respondendo apenas por uma ínfima parcela de mercado. Apesar da análise ser bastante susperficial, a matéria mostra que a cada 19 veículos da Chery emplacados, um proprietário registra reclamação na Internet.

Veja a matéria completa: http://carros.ig.com.br/especiais/as+marcas+de+carros+que+mais+dao+dor+de+cabeca+ao+brasileiro/6163.html

sábado, 7 de dezembro de 2013

E a Redenção Chery (Natal/RN) continua no mesmo padrão...

Acabo de voltar da Redenção Chery (Natal/RN), para resgatar meu Face, após exatos 15 dias de molho na concessionária (desde 22/11/2013).

Como já estou cansado alegar problemas que simplesmente são ignorados pela concessionária, decidi restringir a OS à troca da manopla de seta (haviam me ligado dizendo que estaria disponível para troca), ao problema do freio esponjoso, embreagem barulhenta e ao barulho de "correia frouxa" que vem do motor (estes dois últimos, vem sendo notados e reclamados desde os primeiros meses com o carro). Apenas hoje, 07/12/2013, recebo a ligação de que o carro estaria pronto, mas que duas correias do motor teriam que ser trocadas e estavam fora da garantia. Argumentei que os problemas de "correia frouxa" são reclamados desde os primeiros meses e nunca foram resolvidos, então o funcionário volta atrás dizendo que foi feito um "aperto" nos tensores e não seria mais necessária a troca das correias.

Aparentemente, o ruído de "correia frouxa" sumiu, o freio melhorou um pouco e a embreagem parou de fazer barulho, embora este último problema seja recorrente, sei que em pouco tempo a embreagem ficará áspera e barulhenta novamente). A manopla de seta, que inicialmente havia motivado esta nova visita, foi finalmente trocada, após cerca de 6 meses de reclamações pela peça. Como sempre, emporcalharam meu carro e tive que limpar as manchas de graxa nos tecidos assim que cheguei em casa. Mas isso é o de menos.

Só mais do mesmo. Em 22 meses desde a compra, acumulo apenas 13.700 Km rodados, cerca de 20 visitas à concessionária e nenhum contato da Chery Brasil. O carro continua com os mesmos problemas de sempre, sumariamente ignorados pela Redenção, apesar de haver uma ação no judiciário em seu desfavor. Estou partindo para o último ano da "garantia" da Chery, e pelo que vi, estou coberto apenas para poucos itens. Sei que terei problemas em breve com desgaste de peças que não estarão mais cobertas pela garantia, então gastos exorbitantes com peças e mão de obra me aguardam para as próximas revisões. Acho que já passou de hora de encostar esse maldito carro.

Atualização 1 (10/12/2013): Só para mostrar que que é impossível sair da Redenção satisfeito. Dirigindo o carro já notei que a manopla de seta que foi substituída não está mais voltando à sua posição inicial quando o jogo é desfeito após uma curva para à direita. O freio já está novamente do mesmo jeito. A embreagem já está novamente com o mesmo barulho de sempre. E para completar, fui numa loja de suspensão para fazer alinhamento e balanceamento e não consegui fazer o último, pois uma roda traseira está com parafuso emperrado. Se forçar, quebra. Em outro post, mostrei que quebra mesmo, consegui quebrar um desses parafusos sem forçar muito, ao tentar trocar um pneu furado.
Atualização 2 (18/12/2013): Menos de 15 dias após tirar o carro da concessionária, e agora reapareceu o defeito no ar-condicionado que não esfria. Há exatamente um ano, estava visitando a concessionária com o mesmíssimo problema.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Mais alguém em BH também anda chateado com o seu Chery Face...




Citando um proprietário de Chery de Belo Horizonte:

"Beijing" ERA em BH. É uma das 03 concessionárias Chery que já fecharam as portas sem dar a menor satisfação aos clientes. A "Beijing" fechou da noite pro dia, lacrou as portas, colocou uma cartaz pregado no vidro informando que estava em reforma e por dentro da loja lacrou tudo com tapumes impedindo a visão lá interna da loja. E assim permaneceu por cerca de 03 meses seguidos, sem dar nenhuma satisfação aos clientes. Desligou todos os telefones e sumiu do mapa. Eu sabia que a concessionária pertencia ao mesmo grupo da Peugeot e corri atrás do vendedor Bráulio, que havia me vendido o carro e tinha se transferido da loja Chery para a loja Peugeot (ele bem foi esperto, pois sabia q a loja ia fechar e pediu transferência para outra concessionária). Assim como a "Chery Beijing", outras duas "Chery Aliança Motors" também fecharam as portas. Agora temos apenas a "Chery Pisa". No fim das contas é tudo o mesmo padrão! Ao invés de aprimorar eles só pioram, só cai a qualidade do serviço e do atendimento.

O fato é que não é qualquer probleminha que leva um proprietário a fazer isto com o próprio carro.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Onde este blog foi divulgado

No esforço de divulgar o blog Chery Nunca Mais! e a comunidade homônima do Facebook, andei passeando por alguns fóruns e postei algumas mensagens expondo resumidamente os problemas com a Chery e os devidos links dos materiais. Fiz a divulgação em:

http://www.htforum.com/vb/showthread.php/224686-Chery-O-engodo-chin%C3%AAs

http://forum.outerspace.terra.com.br/index.php?threads/chery-terror-chin%C3%AAs.356831/

http://cherybrasil.forumaqui.com/t2401p15-video-chery-face

http://www.hardmob.com.br/carros-motos-and-som-automotivo/529801-chery-a-marca-abominacao-no-brasil-1.html

http://forumcarros.invisionzone.com/index.php/topic/1597-chery-mantenham-uma-dist%C3%A2ncia-segura/

Além de colocar o endereço em blogs, comentários em redes sociais, etc.

Peço aos que acompanham o blog sugestões de onde mais poderia divulgar e que também divulguem o blog onde puderem.

sábado, 23 de novembro de 2013

Chery QQ pega fogo em Teresina três meses depois de comprado

Sendo conhecedor da qualidade dos carros e da irresponsabilidade generalizada das concessionárias, não dá para pensar em "incêndio criminoso".

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Padrão de qualidade das concessionárias da Chery - Relato de cliente da Pisa Chery (BH)

Para mostrar que o padrão rasteiro de qualidade das concessionárias da Chery é uma situação generalizada, transcrevo o relato do Marcelo, de BH, usuário do grupo Chery Nunca Mais!
sobre apenas mais uma de suas várias experiências negativas com a Pisa Chery, também de BH:

O resultado da saga Chery desta vez. Meu carro estava desde o dia 05 de novembro no pátio da PISA Chery (Belo Horizonte). Resultado: dois arranhões no porta malas, um arranhão no teto, diversas marcas pelo carro todos, os acabamentos internos ao redor das porta TODOS danificados (arranhados, plásticos lascados, desencaixados, estragados), a gaveta arrancada debaixo do banco do motorista, uma borracha de acabamento rasgada, o sensor do cinto de segurança continua sem funcionar (já faz meses que estou pedindo providências, desde qdo eu ainda tinha garantia), o banco deitado feito carro de boy (eles usam os carros no horários de folga pra descansar, ouvir música), o tecido do banco traseiro com fio puxado, o som programado nas rádios de acordo com o gosto dos funcionários da oficina (tocando um funk podreira, já pensou que beleza?), um emblema PISA colado torto na traseira do meu carro (mesmo eu tendo dito umas 5 vezes que não autorizava emblemas de concessionária colados no meu carro), e um funcionário me oferecendo para fazer o serviço por fora (na casa dele, no horário do almoço por 1/4 do valor cobrado no orçamento da concessionária). E eu? A ponto de fazer uma fogueira om essa droga no meio do pátio da concessionária! 
E olha que a única coisa que precisava ser feita era retirar o banco do motorista e trocar o "módulo BCM" que fica instalado sob o banco. A peça eu comprei na AVIMAR (em Arapongas) e recebi pelo correio. E fizeram toda essa m... no meu carro! Desmontaram tudo. São ou não são incompetentes? A PISA CHERY me cobrou R$982,00 pela peça, que eu comprei na AVIMAR por R$420,00. Exatamente a mesma peça, importada, original.












É ou não é um problema generalizado? E o que a Chery faz a respeito? ABSOLUTAMENTE NADA. Em um das vezes que consegui ser atendido pelo SAC da Chery Brasil, reclamei de problemas com a Redenção Chery (Natal/RN). A resposta deles foi bem clara: 
- Não podemos fazer nada.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Pneus na "lona" com 4000 Km rodados

Mais uma historinha, nesses quase 2 anos de terror...

Certa vez, ao lavar o meu Chery Face, notei o seguinte "padrão" em ambos os pneus dianteiros:






A banda de rolagem interna dos pneus já estava na lona. A situação era a mesma nos dois pneus dianteiros. 

Imediatamente levei o carro para a Natal Pneus, onde lá me disseram que havia um problema de convergência nos dois pneus, provavelmente vindo de fábrica. Nos 6 meses de uso (4000 Km rodados), o carro estava trafegando com todo o seu peso dianteiro em cima da banda interna de rolagem, o que ocasionou o desgaste prematuro (as outras regiões dos pneus estavam novas) do pneu. Informaram-me, inclusive, que eu estava correndo riscos e que os pneus nessa situação poderiam estourar a qualquer momento.

Levei em seguida para a Redenção Chery. Lá, fui acusado de fazer o carro de jipe e ainda culparam os buracos de Natal. Após muita confusão, resolveram trocar os pneus dianteiros sem custos. Nessa ocasião o carro passou cerca de 20 dias parado, à espera de uma definição da gerência.

No ato da entrega, queriam que eu assinasse a seguinte declaração:



   Eu mereço mesmo.

Atualização (10/01/2014): No grupo Chery Nunca Mais! há pelo menos mais 2 relatos de gente que teve exatamente o mesmo problema. 



Chery Tiggo com defeito há 90 dias faz dono se dispor a doá-lo - Notícia OsCarrosChineses

 Chery Tiggo com defeito há 90 dias faz dono se dispor a doá-lo

 Chery Tiggo com defeito há 90 dias faz dono se dispor a doá lo
Nosso leitor Eliezer encontrou um anúncio no Mercado Livre, de um Chery Tiggo que vem dando tantos defeitos que seu dono está disposto a o doar para quem quiser. É claro que não se trata de uma doação completa, pois o carro está financiado. Então quem quiser ficar com o Tiggo terá de assumir as parcelas de pesados 1.500 reais mensais.

O vendedor diz que já desistiu do carro tirado 0 km há três meses, pois os problemas não são resolvidos nem pelas concessionárias nem pela própria Chery. Ele afirma que até mesmo entrou em contato com o representante da marca no Brasil, Luis Cury, e nada de resposta.
Para saber os problemas que o tal Tiggo teve em detalhes veja o site que a pessoa montou: http://blog.viajecomtiggo.com

Estudo aponta insatisfação com carros chineses

Estudo aponta insatisfação com carros chineses
Levantamento local também considerou modelos brasileiros e trazidos de outros mercados

REDAÇÃO AB
O estudo Vehicle Ownership Satisfaction Study (Voss Brasil 2013), que indica o nível de satisfação dos compradores de veículos, revelou que os consumidores brasileiros estão menos satisfeitos com os veículos chineses que com modelos fabricados no próprio Brasil e também na Argentina, Coreia do Sul e México. A conclusão vem do trabalho realizado pela J.D Power.

A pontuação é atribuída pela unidade de medida Problemas por 100 Veículos, chamada PP100. Os carros chineses adquiridos no mercado local obtiveram PP100 de 389, ou seja, 3,89 problemas por veículo. Os carros montados no País tiveram PP100 de 356, os argentinos, 333, os sul-coreanos, 314 e os mexicanos, 310.

Segundo a J.D. Power, a percepção de qualidade mais baixa torna-se uma preocupação maior para as montadoras quando se considera o impacto negativo que isso tem na intenção de compra futura, que cai à medida que os problemas reportados crescem.

Dos consumidores pesquisados que tiveram três ou mais problemas, somente 21% comprariam outro carro da mesma marca. Essa intenção se eleva para 39% entre os compradores que não relataram nenhum defeito.

SATISFAÇÃO NO BRASIL E EM OUTROS MERCADOS

Segundo a J.D. Power, a média obtida no mercado brasileiro é 352 (3,52 defeitos por veículo). Essa marca é significantemente mais alta que a de mercados como Canadá (230), Alemanha (230) e Reino Unido (204). A consultoria recorda que, quando se compara o PP100 entre mercados globais, é importante considerar o máximo de fatores possíveis, incluindo os tipos de veículo utilizados em cada país, uma vez que alguns analistas da indústria podem argumentar que a qualidade é mais baixa no Brasil porque, em média, as pessoas possuem veículos menores e mais baratos.

Com o objetivo de testar essa hipótese, 29 modelos com o mesmo nome foram identificados entre os estudos Voss da Alemanha e do Brasil. Na média, os modelos do grupo brasileiro tiveram PP100 de 335, índice 49,5% mais alto que o do grupo alemão, igual a 224.

Estudo

Proprietários se queixam de diversos problemas com carros chineses - Notícia Vrum

Proprietários se queixam de diversos problemas com carros chineses

Marcas chinesas ganham mercado, mas consumidores reclamam de muitos problemas, principalmente em relação à segurança e dá falta de treinamento na rede de concessionárias. Entre eles está o acendimento da luz EPC relativo a panes no conjunto do acelerador eletrônico, chicote elétrico e até o módulo da injeção.


Julio Cabral - Estado de Minas
Publicação: 02/07/2011 11:00 Atualização: 05/07/2011 17:30

 (Lifan/Divulgação)

Os carros chineses chegaram para ficar e conquistam cada vez mais espaço com base em receitas que primam pelo custo/benefício, preços convidativos e garantias extensas. Com o incremento de mercado, reclamações começaram a pintar em sites como o Reclame Aqui (www.reclameaqui.com.br) ou comunidades sociais, a exemplo do Orkut. Longe do preconceito, o número de relatos acaba sendo reflexo do aumento de participação, como ocorre com outros carros vendidos em maior volume. Um grupo de donos do recém-lançado JAC J3 chamou a atenção para o acendimento da luz do Engine Power Control (EPC), que indica qualquer problema no conjunto de acelerador eletrônico, que inclui pedal, interruptores dos pedais de embreagem e de freio, chicote elétrico, corpo da borboleta e módulo da injeção. “Em menos de uma semana aconteceu o problema. Fui cinco vezes à concessionária e, na quinta vez, o pessoal sugeriu a troca do módulo de injeção, o que resolveu o problema”, afirma Carol Thiago Costa, de Curitiba, dono de um JAC J3. O aviso do EPC é seguido de uma aceleração excessiva do motor, e demora a cair a rotação, segundo os reclamantes.

A nota oficial da JAC Motors afirma que “a causa está em um conjunto de fatores que, quando combinados, pode originar o acendimento da luz-espia. O motivo primordial aparece no uso rotineiro e inadvertido do pedal de embreagem como descanso, hábito usual de alguns motoristas. Por meio da simples atualização de um software no módulo de gerenciamento do motor, o problema é contornado, sem que haja necessidade de substituição de qualquer componente. Não há qualquer risco de pane para o usuário. Basta que se faça a reprogramação do módulo".

NEGAÇÃO 

A correlação entre o problema e o pedal de embreagem foi feito apenas a um dos proprietários contactados pela reportagem. Marco Antonio Moreno, de Curitiba, afirma que não tem esse hábito e, mesmo assim, a luz acendia. “Agora, depois da revisão dos 2.500 quilômetros está resolvido”, completa Marco, que se declara satisfeito com o carro. Os outros três entrevistados afirmam que essa não foi uma das muitas hipóteses levantadas pela rede. “Cada vez era uma explicação, eles experimentavam alguma coisa”, afirma Carol Thiago. “No meu caso, nem informaram nada disso, e ainda trocaram o módulo de injeção eletrônica”, afirma Gustavo Monteiro de São Bernardo do Campo (SP), dono de um J3 hatch. “Eu não tenho esse hábito, fiz até uma proteção de carpete onde tenho costume de apoiar o pé”, descarta Gustavo, cujo carro foi comprado em 19 de abril e apresentou o problema uma semana depois. O proprietário levou o carro à concessionária JAC Motors de Santo André, cidade vizinha do ABC, na qual escanearam a parte eletrônica e zeraram o sistema. Só que o problema reapareceu. Entre 9 e 16 de junho, o seu compacto ficou na concessionária, de onde saiu com promessas de que não voltaria. Só que o incômodo se repetiu e no dia 20 o J3 foi rebocado para Santo André, onde, dessa vez, trocaram o módulo da injeção eletrônica. “Depois da troca, não tive mais problemas”, afirma Gustavo Monteiro.

O proprietário Carol Thiago ressalta que não tem o costume de descansar o pé sobre o pedal da embreagem (Antonio Carlos Costa/Arquivo pessoal/Divulgação)
O proprietário Carol Thiago ressalta que não tem o costume de descansar o pé sobre o pedal da embreagem


A reprogramação passou longe da solução proposta para o modelo de Fábio Velloso, de Brasília. “O carro fica acelerado, demorando a cair de rotação em trocas de marcha”, relata Fábio. “Comprei o carro em 31 de março. Um mês depois apareceu o problema e fui lá, antes da revisão dos 2.500 quilômetros.” Fizeram uma revisão no sistema elétrico na concessionária JAC Motors Brasília SIA, onde garantiram a ele que o EPC não se acenderia novamente. Rodei apenas cinco minutos e a luz acendeu. Voltei à oficina, e o técnico falou que trocaria o gás do ar-condicionado. Um dia depois, o problema voltou. Ainda estou na expectativa”, reclama Fábio Velloso.

VAPORES

Alguns problemas recorrentes de modelos da Lifan também são citados na rede. No caso do hatch 320, aquele que emula um Mini Cooper, são mais comuns as falhas no funcionamento do velocímetro e um forte cheiro de combustível dentro do carro. “O carro com pouco mais de 500 quilômetros rodados já apresentou mais de 10 defeitos e cheira cronicamente a gasolina”, conta Bruno Azalim, de Belo Horizonte. “Temos registros de alguns casos do velocímetro. Como é o marcador de velocidade, consideramos muito importante por ser um item de segurança. Começamos há pouco mais de um mês um estudo sobre as causas e estamos na fase final de averiguação”, afirma Ronado Mazará Júnior, diretor de engenharia da Lifan e da Effa. Tão importante quanto é o cheiro de combustível dentro de alguns hatches também relatado por donos do Lifan 320. “Para ter cheiro de combustível, é necessário haver um vazamento. Nesse caso, estamos correndo com isso, pois pode ser algo simples ou grave. Até estamos fazendo testes na planta de montagem dos carros, no Uruguai. Já temos até medidas concretas, como colocar reforços ou um adesivo isolante. Pode ser caso de recall”, adianta Mazará.

CHERY 

A demora na reparação de problemas também tem tirado o sono de consumidores de outras marcas chinesas bem vendidas, como a Chery. Marcio Romeiro, do Rio de Janeiro, comprou um Cielo em 2010 e reclamou de pequenos defeitos, alguns resolvidos, como o barulho no ventilador do painel e do escapamento, mas permaneceu o defeito na caixa de direção, que apresentava barulhos, vibrações e estalos. Sem a bucha necessária para o conserto, o carro ficou mais de um mês assim. “Só na revisão dos 20 mil quilômetros resolveram o problema, trocando a mangueira da direção hidráulica, além da suspensão, que batia no final do curso. Agora o carro está legal. Porém, estou processando a Chery por ter demorado mais de um mês para consertar o carro, como diz o Código de Defesa do Consumidor, mas até agora a Justiça não marcou audiência”, ressalta Marcio Romeiro. Os leitores Francisco de Souza, de Belo Horizonte, e Flávio Araújo, de Brasília, enviaram as mesmas reclamações sobre o modelo Cielo, já resolvidas pela fábrica.

Há reclamações sobre suspensão e direção no Chery Face, assim como no Cielo (Diogo de Oliveira/Chery/Divulgação)
Há reclamações sobre suspensão e direção no Chery Face, assim como no Cielo


A demora na solução levou Lara Alves, também do Rio de Janeiro, a se desfazer do seu Face comprado em outubro de 2010. “O carro fazia uma barulheira no escapamento, a suspensão dava pancadas secas e os limpadores também tinham problemas. Três dias depois fui solucionar esses problemas na concessionária, que não conseguiu dar cabo deles. A ignição também deu curto. Não tive respostas da marca e decidi vender um carro em abril, deixando-o em uma concessionária Renault por R$ 18 mil”, lamenta Lara.

Dona de Chery Face batido faz propaganda contra carros chineses - Notícia do Vrum

Dona de Chery Face batido faz propaganda contra carros chineses

Após quase cinco meses sem conseguir consertar o veículo por falta de peças, proprietária mandou plotar mensagem contra a marca no próprio carro

Thiago Ventura - Portal Vrum
Publicação: 30/09/2011 12:20 Atualização: 03/10/2011 13:31

Carro está sem conserto desde maio de 2011 por falta de peças (Michele Côelho/Divulgação)
Carro está sem conserto desde maio de 2011 por falta de peças


A proprietária de um Chery Face tomou uma medida extrema após completar quase cinco meses com um verdadeiro abacaxi em mãos. Cansada de tanto tempo de espera para ter seu veículo consertado, Michele Côelho Araújo mandou plotar no vidro traseiro uma frase estampando a indignação com a montadora.

“Não tem peças, nem previsão de chegar. Pense num arrependimento!!!”, escreveu a autônoma de Fortaleza (CE) para expressar publicamente sua indignação com o problema. O carro, comprado em setembro de 2010, se envolveu numa batida em 10 de maio deste ano.

Veja mais fotos do Face batido

O Face estava estacionado quando foi atingido por um motoqueiro. O carro teve sua lateral, lanterna, para-choque traseiro e o para-brisa danificados no acidente. O motociclista sofreu ferimentos leves e pagou a franquia do carro para ressarcir a motorista. Ai começou a novela.

Medida extrema foi a forma escolhida para divulgar a indignação com a marca (Michele Côelho/Divulgação)
Medida extrema foi a forma escolhida para divulgar a indignação com a marca


“A Chery pediu de 30 a 45 dias para arrumar o carro. Mas desde aquela data que a concessionária apenas prorroga o prazo e não informa quando o problema será resolvido. Estou andando com o carro quebrado e posso até levar uma multa, pois o para-brisa está trincado. Vejo tudo isso como uma má vontade deles”, afirma.

Segundo Michele, desde a época do acidente que funcionários da concessionária Chery Premium, em Fortaleza, prorrogam a previsão para chegada de peças, que são importadas da China. Cansada da demora, a motorista fez uma queixa no Procon contra a empresa. A audiência foi no último dia 15 de setembro. Mas nem isso deu resultado. Como não há data certa para que as peças estejam disponíveis, não houve acordo, mesmo na presença de um conciliador.

“Me sinto enganada com tudo isso. Acreditei na proposta, que haveria peças de reposição. Não posso falar mal do carro: é confortável, completo de tudo, com itens de segurança e barato. Mas e agora? Fico imaginando se fosse no motor. Estaria com carro parado esse tempo todo sem trabalhar”, desabafa.

O próximo passo agora será direto na Justiça. A autônoma de 37 anos estuda pedir, além do ressarcimento material, danos morais do carro. “É um constrangimento para mim, principalmente quando tenho que ir para fazer alguma revisão. Nem quero um carro novo. Quero meu dinheiro de volta”, afirma.

Andar com o parabrisa trincado é infração prevista no CTB (Michele Côelho/Divulgação)
Andar com o parabrisa trincado é infração prevista no CTB

Opinião pública

O carro importado chama atenção dos outros motoristas nas ruas de Fortaleza. Fotos do carro já foram parar nas redes sociais e divulgadas em todo país. Michele conta que todos os dias, ao parar no semáforo, sempre é questionada sobre o problema.

Veja mais fotos do Face batido

“Foi a maneira que encontrei para passar minha insatisfação e também fazer um alerta para quem quer comprar comprar um carro desses. Eles vêm com a ideia de custo-benefício, mas deixam os donos na mão. Carro chinês nunca mais”, diz.

Atualização (03/10): 
A Concessionária Chery Premium informou que o motivo da demora foi pelo fato da peça afetada na batida ser um "item pouca soliticação". A peça chegou à concessionária na última sexta-feira. Além disso, a empresa afirma que a cliente procurou no primeiro momento uma oficina não autorizada e só após algum tempo deixou o carro na concessionária. A oficina cita não teria formalizado o pedido da compra, o que atrasou ainda mais a disponibilização do item. "A Premium Chery fez todos os procedimentos cabíveis e necessários para que a cliente não tivesse transtorno algum", diz a nota enviada ao portal Vrum. A empresa informou ainda que ofereceu um carro reserva para a cliente, que não aceitou.

Michele Araújo confirmou à reportagem que foi avisada na última sexta-feira da chegada da peça. O veículo já foi enviado para a concessionária para reparos.
"Após
Lateral foi comprometida com o acidente (Michele Côelho/Divulgação)
Lateral foi comprometida com o acidente
Fonte: http://www.vrum.com.br/app/301,19/2011/09/30/interna_noticias,44582/dona-de-chery-face-batido-faz-propaganda-contra-carros-chineses.shtml

domingo, 17 de novembro de 2013

Chery Face quebra embreagem com o carro em movimento

Vocês sabem qual é o gostinho de sentir a sua embreagem quebrando aos poucos? De marcar uma revisão no veículo e ver a embreagem quebrar antes disso, com o carro em movimento? E depois ser rebocado?



Se não bastasse o susto e o inconveniente, o melhor é deixar o carro na Redenção Chery (Natal/RN) e saber, 15 dias depois, que a empresa entrou em "balanço", sem fazer qualquer procedimento no carro. Nessa ocasião, tive que ameaçar fazer um B.O. para ter o carro reparado e "solto".

Alguém não está feliz com a Chery...

Alguém não está feliz com a Chery...




Protesto de publicitário em concessionária da Chery - Notícia MidiaMax

Protesto de publicitário em concessionária da Chery surte efeito


Por Mayara Sá



Paulo Giolo no dia do protesto contra a marca Chery






O publicitário Paulo Giolo, 38 anos, vai conseguir resolver os problemas do seu carro Cielo Chery após ter feito um protesto no sábado (7), em frente à concessionária da marca em Campo Grande.
Paulo reclamou da falta de assistência técnica da empresa com uma faixa escrita com a seguinte reclamação: “Não compre um Chery, pergunte-me porque”. A medida deu resultado, já que a empresa entrou em contato com o publicitário propondo o conserto dos itens danificados.

Gilo comprou um veículo Cielo, de cor preta, de cerca de R$ 41 mil, há 2 anos, em uma concessionária de São José do Rio preto (SP). Logo depois ele se mudou para Campo Grande. Segundo ele, desde o princípio o carro tem dado problemas e ele tem tido dificuldade em solucioná-los. “No começo eles falavam que quem tinha que resolver o problema seria a concessionária de onde eu comprei, mas eles representam a marca, não existe isso”, diz.
O gerente comercial da concessionária em Campo Grande, Eduardo Bessa, disse ao Jornal Midiamax no dia do protesto que a situação do consumidor era desconhecida pela franquia da Capital. “Eu desconheço qualquer processo, não fomos inteirados de nada oficial”.
Segundo o gerente, a empresa é sólida e nacionalmente conhecida e eles estão disposto a ajudar.  “Se quiser deixar o carro aqui, não vamos negar atendimento, vamos resolver dentro da análise da garantia”, explica, informando que o veículo tem 3 anos, mas que algumas peças têm apenas 90. “Cada caso é um caso”.
Contudo, a ajuda só veio após o protesto. “Antes do protesto ninguém nem queria falar comigo, agora entraram em contato e se colocaram a disposição. Devo procurá-los esta semana e resolver tudo”, diz Paulo Giolo.
Ainda segundo o publicitário, ele tem tudo comprovado sobre a falta de assistência da empresa.
Sobre o protesto do publicitário, o gerente disse que acredita que ele não estava fazendo nada ilegal. “Respeitamos o direito de expressão, ele está no direito dele”, diz, mas confirma que o movimento atrapalha a imagem da marca.
Outros casos
Este tipo de protesto tem ganhado espaço nas redes sociais. Crítica de suposto proprietário de modelo da Chery foi replicada 3 mil vezes em apenas três dias no facebook em outubro do ano passado.
A foto mostra a imagem do veículo com lanterna e para-choques quebrados e a seguinte mensagem adesivada no vidro de trás: "Não tem peças nem previsão de chegar. Pense num arrependimento!!!".
Isso prova que as redes sociais se tornaram um importante canal de comunicação e ganham ainda mais força com a rapidez na divulgação de fatos, muitas vezes negativos para empresas. O consumidor mais do que nunca tem a chance de mostrar a insatisfação com determinados produtos.

Carro da Chery é descartável

Olhem o que aconteceu quando tive o azar de furar um pneu do meu Face e tentei trocá-lo:



Ao tentar desarrochar a primeira porca com a chave de roda, na primeira forçada com o pé o parafuso quebra. Já viram isso? Tive que ser rebocado.


sábado, 16 de novembro de 2013

ESTACIONADO, CHERY QQ ESTOURA AIRBAG E FERE MOTORISTA - Matéria Auto Esporte

ESTACIONADO, CHERY QQ ESTOURA AIRBAG E FERE MOTORISTA

Marca chinesa busca explicação para a falha; Com preço promocional de 
R$ 19.990, carro é o mais barato do Brasil

por ALINE MAGALHÃES
09/10/2013 15h06 - atualizado às 17h07 em 09/10/2013
Chery QQ (Foto: Divulgação)
“Ouvi um estouro forte, acompanhado de muita fumaça. Quando me dei conta, estava com o corpo queimado”. É assim que administradora Ana Cândida descreve o momento em que o airbag do seu Chery QQ deflagrou involuntariamente no estacionamento de um shopping. Ela saía do trabalho em Itatiba, no interior de São Paulo, quando o incidente ocorreu. Ana conta que entrou no carro e, ao se posicionar para colocar o cinto de segurança, sem nem ao menos ter dado ignignição, o airbag estourou. O veículo estava estacionado e não houve qualquer tipo de colisão.
“Eu demorei um tempo para entender o que tinha acontecido. Num primeiro momento, pensei que o vidro tivesse estourado. Apenas o airbag do lado do motorista foi acionado”, lembra. Dali, ela partiu para o hospital, onde ficou internada por um dia para tratar das queimaduras de segundo grau que teve no pescoço e nos braços, provocadas pelo acionamento do airbag.
Motorista teve queimaduras após acionamento indevido do airbag (Foto: Arquivo Pessoal)
O veículo foi levado para a concessionária autorizada Yang, em Jundiaí. A loja fez o reparo do airbag em 24 horas. “Os funcionários não me deram uma explicação sobre o que teria motivado o estouro da bolsa. Quando pedi que eles discriminassem por escrito o que teriam feito no carro, eles se negaram. Não retirei o carro, estou com medo de acontecer algo parecido novamente. Não quero mais esse modelo, perdi a confiança”, explica Cândida, que pequeno chinês há dois anos. Autoesporte teve acesso à ordem de serviço emitida pela loja. No documento, consta apenas que o “veículo acionou airbag esquerdo sem nenhum impacto frontal”.
A reportagem levou o caso ao conhecimento da Chery. Em nota, a montadora informou que lamenta o ocorrido e que já tomou todas as providências para que o veículo fosse reparado. “A proprietária já foi informada algumas vezes sobre a conclusão do conserto, porém, ainda não retirou o veículo, pois aguarda orientação de seu advogado”, diz a marca, que não comentou sobre os danos físicos e psicológicos à sua cliente.
“O veículo foi analisado por técnicos da Chery Brasil e todos os componentes que incorporam o sistema de airbags foram substituídos. Estes estão sendo analisados pela Chery Brasil, Chery China e seus fornecedores. As causas da falha estão sendo analisadas para um melhor entendimento do fato ocorrido”, afirmou a marca, ainda por meio de nota.
Questionamos a montadora sobre quais seriam esses componentes e se nós, assim como a compradora, poderíamos ter acesso aos mesmos. A Chery informou, então, que “reserva-se no direito de divulgar os detalhes pertinentes ao caso somente no momento em que for identificado o que provocou o incidente”. Até o fechamento desta reportagem, a causa ainda não havia sido identificada, mas atualizaremos assim que a marca chinesa se manifestar.
Chery QQ (Foto: Divulgação)
Causas
De acordo com o professor de Engenharia Mecânica da FEI, Edson Esteves, um problema em uma peça específica ou uma falha técnica de projeto poderiam ter ocasionado o acionamento indevido da bolsa. “Outra possibilidade é a de que o carro tenha sofrido alguma alteração em sua característica original. Um sistema de alinhamento de direção ou a instalação de um alarme, por exemplo, podem danificar o sistema do airbag”, exemplifica o professor. Ele recomenda que os motoristas façam revisões regulares no módulo do airbag para garantirem o funcionamento do item de segurança.
O perito Raphael Martello, da Dynamics, empresa especializada em perícias de acidentes de trânsito, diz que o incidente não é tão incomum. “Já ouvi alguns relatos de problemas parecidos, mas só atendi um caso assim até hoje. Foi um Palio Weekend cujos airbags também se deflagraram sem motivo”, conta Martello. O episódio com o carro da Fiat aconteceu em 2001. Na época, a montadora italiana realizou um recall envolvendo 60 mil unidades da linha Palio após relatos de motoristas que sofreram lesões por acionamento espontâneo do airbag. A marca substituiu o sistema de drenagem e da caixa de ar dos automóveis envolvidos.
Airbag não pode causar queimaduras
Esteves, da FEI, pondera que o acionamento do airbag numa condição legítima (em colisões frontais com forte desaceleração) pode, sim, machucar os ocupantes. “O impacto é muito forte. Por isso é muito importante manter uma postura adequada ao dirigir, minimizando o risco de uma lesão grave. Mas, de qualquer maneira, o acionamento do airbag não pode causar queimaduras no motorista. É preciso identificar se elas foram provocadas pelo atrito do material do airbag com o corpo ou por algum gás tóxico”, ressalta. De acordo com Ana, a equipe médica não conseguiu precisar com exatidão a causa das lesões.
Chery QQ (Foto: Divulgação)
Confiança na berlinda
A falta de confiança na qualidade do produto da montadora chinesa não é assunto novo. Em 2006, o compacto QQ foi submetido a um teste de colisão realizado pela revista russa Auto Review, que elabora as avaliações utilizando as mesmas regras do renomado Euro NCAP, órgão que avalia a segurança dos carros na Europa. O resultado foi desastroso. Ainda sem airbags e freios ABS (itens presentes na atual versão vendida no Brasil), o carro mostrou que, em caso de uma batida frontal, o motorista poderia ter lesões graves na região da cabeça, pescoço, tórax e pernas. Na ocasião, o veículo ainda demonstrou uma falha estrutural, após a porta do motorista abrir com o impacto da colisão. O compacto ficou completamente deformado. Até hoje, o QQ não foi submetido ao teste do C NCAP, que mede a segurança dos automóveis na China, terra natal da Chery.
No Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor), a maioria dos registros contra a Chery está relacionada a produtos entregues com danos ou defeitos. O mesmo acontece no site Reclame Aqui, que reúne queixas de consumidores sobre produtos e serviços diversos. Por lá, os usuários classificaram a montadora como “não recomendada”. São frequentes os relatos de falhas mecânicas e falta de peças. Num universo de 450 reclamações registradas, o índice de solução é de 38,8%. Apenas 15,9% dos clientes voltariam a fazer negócio com a marca.
A Chery tem consciência do estigma que não só ela, mas como outras montadoras chinesas enfrentam no Brasil. Uma das jogadas para mudar esse cenário é a nacionalização de seus produtos. A marca está erguendo uma fábrica em Jacareí, no interior de São Paulo, de onde sairão o QQ e o Celer. O grupo diz que os carros fabricados por aqui terão qualidade superior de acabamento e que seus veículos estarão em condições de disputar espaço com as marcas já consolidadas no país. A previsão é de que os primeiros modelos brasileiros sejam entregues em 2015. A marca ainda lançou no mês passado um lote especial do QQ com preço promocional de R$ 19.990, valor que o consolida como o carro mais barato do Brasil.